No início de fevereiro, a menos de 20 dias da perícia técnica, a Associação dos Charreteiros tentou impedir que os cavalos passassem pela avaliação. Em total desespero, a manobra tinha um único objetivo: atrasar ainda mais a ação judicial que busca acabar com a escravidão desses animais.
Por meio de uma Arguição de Suspeição da Perita, a peça jurídica foi protocolada fora do processo. No entanto, esta ação esta em total desacordo com o Código de Processo Civil. Além disso, usaram argumentos absurdos para tentar invalidar o trabalho técnico da Dra. Naiara Paula de Almeida. Segundo os charreteiros, a veterinária seria parcial simplesmente pelo fato de prestar auxílio a ONGs de proteção animal, em especial no resgate de cães — como se zelar pelos animais fosse algo alheio à profissão de veterinária.
A tentativa falhou. A juíza Tânia Marina de Azevedo foi categórica ao negar o pedido e manter a perícia nas datas previstas. Em seu despacho, afirmou:
“Não vislumbro causa que induza à suspeição da perita, uma vez que a condição de apoiadora ou integrante de organizações de defesa dos animais, por si só, não contamina a parcialidade da perita, médica veterinária. […] A conclusão lançada pela parte suscitante induz ao entendimento equivocado de que, na ação principal, discute-se, de um lado, os direitos e garantias contra maus-tratos a animais contra o livre e duvidoso direito de degradação da saúde e vida dos animais que tracionam as charretes, conduzidas pelos representados da suscitante.”
A @ong.animais.importam segue firme na luta! A verdade prevaleceu e, apesar das tentativas de impedir a justiça, a perícia foi realizada. Cada passo dessa batalha nos aproxima do fim dessa exploração cruel. Liberdade para os cavalos já!