Morre um cachorro, nasce um deputado: delegado Ulisses, da extrema direita, pavimenta sua eleição como “defensor dos animais” após morte de Orelha

orelha

Mais uma vez, a extrema direita usa o assassinato de um cão como escada política. A intensa exposição nas redes do bolsonarista e delegado-geral de polícia de Santa Catarina, @delegadoulisses — indicado politicamente pelo governador, também bolsonarista, @jorginhomello, do @plnacional22 — foi impulsionada pela repercussão do caso orelha. 

Ampla visibilidade midiática ( mesmo não sendo o delegado a frente do caso), discursos tocantes , gestos simbólicos como a adoção de um animal. Além disso, a construção da imagem de “punitivista” aos algozes dos animais”. A receita é conhecida e testada. Homem branco, relativamente jovem e de boa aparência ligado às forças de segurança pública. No entanto, se utiliza do  dia a dia do seu cargo para surfar casos altamente midiáticos de violência contra animais.

Certamente, casos como o de Orelha viram alvo de exploração política, até que extraiam todo o capital possível da morte do animal. Com isso, alavancam com facilidade a candidatura que se aproxima. Fisgando, portanto, principalmente as eleitoras mulheres (que são maioria)  pela sensibilidade maior que estas detêm. Depois das eleições, o que vemos é o conchavo asqueroso  a partidos do centrão e da extrema direita, o abandono da pauta animal e votos alinhados a agendas que atacam direitos sociais, o meio ambiente e os próprios animais. 

Além disso, esses nomes frequentemente atuam como puxadores de votos para bancadas reacionárias, ampliando os retrocessos no Congresso. A causa animal já foi usada vezes demais como trampolim político por outros policiais oportunistas e estelionatários da causa, a exemplo de @del.brunolima (@progressistas) e @delegado.matheuslaiola (@uniaobrasil44) , @felipebecari (@uniaobrasil44) dentre tantos.

Nunca vote em partidos e candidatos bolsonaristas e da extrema direita, independentemente do candidato. Seu voto ajuda a eleger outros inimigos dos animais (e também do ser humano). Fuja de delegados, policiais, veterinários e influenciadores com cachorro no colo  que se candidatam usando a causa animal. Os animais não são sua prioridade, mas um atalho para seu projeto de poder personalismo.

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