A @pmesp, comandada pelo ultra bolsonarista @tarcisiogdf, realizou um salto de paraquedas com um cão da corporação, da raça pastor-belga malinois, durante um treinamento tático em Boituva (SP). Em seguida, um vídeo divulgado com orgulho pelas autoridades mostra o animal sendo levado a 12 mil pés de altura e saltando preso ao policial do Comando de Operações Especiais (COE).
Para a imprensa, foi “mais um marco do adestramento”. Para nós, é mais um capítulo brutal de exploração institucionalizada. Vale ressaltar que cães como esse são usados como ferramentas de guerra. Além disso, obrigam esses animais a enfrentar situações extremas, medos e riscos que jamais deveriam conhecer. Eles não escolhem saltar. Eles não consentem com o medo, o barulho, o impacto.
Enquanto as autoridades tratam como “treinamento”, nós chamamos do que é: tortura disfarçada de técnica militar. Em resumo, saltos de paraquedas são complexos, mesmo para humanos experientes. Os cães sequer têm a capacidade de entender o que está acontecendo com eles.
O uso de animais por forças de segurança é um problema antigo e grave. Eles são submetidos a ruídos ensurdecedores, ambientes violentos, intervenções táticas e situações de extremo estresse físico e psicológico. Isso é exploração, não cuidado.
A ONG Os Animais Importam reforça: cães não são armas, nem coletes vivos, nem escudos táticos. São vidas que merecem respeito, afeto e liberdade e nos próximos dias estará tomando todas as medidas judiciais cabíveis para que cenas como essas não aconteçam mais.