Cão comunitário: proteção ou negligência governamental?
“Cão comunitário” virou uma bandeira fácil de políticos que não querem resolver o problema de animais abandonados. Em especial, vereadores e deputados, que deveriam ser um dos caminhos para cobrar do executivo soluções para esses animais. Esses políticos passaram a usar a bandeira do cão comunitário, em vez de cobrar ações concretas de prefeitos, governadores ou do presidente. São necessárias políticas públicas reais e efetivas para solucionar a população de animais abandonados nas ruas.
Castração em massa e campanhas sistemáticas de recolhimento e adoção são o único caminho. No entanto, esses políticos preferem lacrar nas redes sociais e despejar projetos de lei inócuos, que apenas reinventam termos como ‘cão comunitário’ para fingir que protegem animais que já têm proteção legal.
Além disso, a ideia de “cão comunitário”, aquele animal sem tutor fixo, cuidado informalmente por moradores de uma região, tem ganhado força em algumas cidades. À primeira vista, parece uma solução solidária: o cão é alimentado, pode ser castrado com apoio de projetos locais e, em tese, está protegido contra maus-tratos por estar sob os olhos de todos.
Mas a realidade é bem mais complexa. Sem um tutor legalmente responsável, esses animais permanecem expostos a riscos sérios: falta de vacinação, ausência de vermifugação, ausência de atendimento veterinário, além de atropelamentos, envenenamentos, maus-tratos e brigas com outros animais. Não há garantias. Não há segurança.