A senciência nos animais: Declaração de Cambridge

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A Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal é um marco significativo no estudo da consciência e percepção em animais não-humanos. Em julho de 2012, renomados especialistas de diversas áreas do conhecimento, incluindo biologia, neurologia, física e fisiologia animal, se reuniram em Cambridge, no Reino Unido, para proclamar publicamente o texto que revolucionaria a compreensão de como os animais percebem o mundo ao seu redor.

Entre os atendentes e assinantes proeminentes da Declaração de Cambridge, destacam-se nomes como Stephen Hawking e Philip Low. A importância dessas assinaturas ressalta a seriedade e a relevância do documento no contexto científico global.

Compreendendo a Capacidade de Consciência em Animais Não-Humanos

O cerne da Declaração gira em torno da capacidade de consciência e percepção de animais não-humanos. Em resumo, a conclusão expressa no documento afirma que muitos desses animais possuem a habilidade de receber e processar informações sensoriais de maneira a compreender um cenário integrado e retê-lo em sua memória. Isso inclui a formação de noções de passado e futuro, bem como o desenvolvimento de uma consciência de si mesmos.

Em essência, a estimulação cerebral e os estados emocionais observados em animais não-humanos apresentam notável semelhança com os dos seres humanos. Essa constatação questiona a ideia de superioridade exclusiva do homem em relação às outras espécies. Em vez disso, ela nos lembra que compartilhamos traços fundamentais com outras criaturas e, portanto, merecem igual consideração.

Um trecho extraído da própria Declaração de Cambridge destaca: “A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente com a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos.

Em resumo, a Declaração de Cambridge sobre a Consciência Animal representa um avanço significativo na compreensão da percepção e consciência em animais não-humanos. Ela desafia preconceitos antigos e nos convida a reconhecer a complexidade e a riqueza da experiência dessas criaturas incríveis que compartilham nosso planeta.

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